Desarmar os corações


Paiva NettoA mídia está repleta das tristezas que se deram a partir de 7 de janeiro corrente, na França. Milhões e milhões de almas se comovem, nos lares e nas ruas! Muitas são as tentativas de caminhos novos que aplaquem todas essas dores.

Relendo o meu livro “Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade”, lançado em 8 de novembro de 2014, achei alguns modestos apontamentos, os quais gostaria de apresentar a vocês, que me honram com a leitura.

Por infelicidade, os povos ainda não regularam suas lentes para enxergar que a verdadeira harmonia começa no íntimo esclarecido de cada criatura, pelo conhecimento espiritual, pela generosidade e pela justiça. Consoante costumo afirmar, e outras vezes comentarei, eles geram fartura. A tranquilidade que o Pai Celeste — visto, de lado a lado, sem extremismos e reconhecido como inspirador da Fraternidade Ecumênica — tem a oferecer, em nada se assemelha às frustradas tratativas e ineficazes acordos registrados no mundo. O engenheiro e abolicionista brasileiro André Rebouças (1838-1898) traduziu em metáfora a inércia das perspectivas exclusivamente humanas: 


— “(…) A paz armada está para a guerra como as moléstias crônicas para as moléstias

André Rebouças. Foto: Arquivo LBV

agudas; como uma febre renitente para um tifo. Todas essas moléstias aniquilam e matam as nações; é só uma questão de tempo”. 

Vivenciar a Paz desarmada, a partir da fraternal instrução de todas as nações, é medida inadiável para a sobrevivência dos povos. Mas, para isso, é preciso, primeiro, desarmar os corações, conservando o bom senso, conforme destaquei aos jovens de todas as idades que me ouviam em Jundiaí/SP, Brasil, em setembro de 1983 (…). 

No dia em que o indivíduo, reeducado sabiamente, não tiver mais ódio bastante para disparar artefatos mortíferos, mentais e físicos, estes perderão todo o seu terrível significado, toda a sua má razão de ser. E não mais serão produzidos.

É necessário cessar os rancores que insistem em escurecer os corações humanos: desarmar, com uma força maior que o ódio, a ira que dispara as armas. E essa energia poderosa é o Amor — não o ainda incipiente amor dos homens —, mas o Amor de Deus, de que todos nós nos precisamos alimentar. Temos, nas nossas mãos, a mais potente ferramenta do mundo. Essa, sim, é que vai arruinar com todos os tipos de guerras, que, de início, nascem na Alma, quando enferma, do ser vivente. Os povos discutem o problema da violência no rádio, na televisão, na imprensa ou na internet e ficam cada vez mais perplexos por não descobrir a solução para erradicá-la, apesar de tantas e brilhantes teses. Em geral, procuram-na longe e por caminhos intrincados. Ela, porém, não se encontra distante; está pertinho, dentro de nós: Deus!

— “(…) o Reino de Deus está dentro de vós”. Jesus (Lucas, 17:21).

E devemos sempre repetir que o Pai Celestial é Amor! Não o amor banalizado, mas a Força que move os Universos. Lamentavelmente, a maioria esmagadora dos chamados poderosos da Terra ainda não acredita bem nesse fato e tenta em vão desqualificá-lo. Entretanto, “o próximo e último Armagedom mudará a mentalidade das nações e dos seus governantes”, afiançava Alziro Zarur (1914-1979). 

Sobrepujar os obstáculos
Zarur dizia, “na verdade, quem ama a Deus ama ao próximo, seja qual for sua religião, ou irreligião”.

Recordo uma meditação minha que coloquei no livro “Reflexões da Alma” (2003): O coração torna-se mais propenso a ouvir quando o Amor é o fundamento do diálogo.

E um bom diálogo é básico para o exercício da democracia, que é o regime da responsabilidade. 

Ao encerrar este pequeno artigo, recorro a um argumento que apresentei, durante palestras sobre o Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, apropriado igualmente aos que porventura pensem que a construção responsável da Paz seja uma impossibilidade: (…) Isso é utopia? Ué?! Tudo o que hoje é visto como progresso foi considerado delirante num passado nem tão remoto assim. (…)

Muito mais se investisse em educação, instrução, cultura e alimentação, iluminadas pela Espiritualidade Superior, melhor saúde teriam os povos, portanto, maior qualificação espiritual, moral, mental e física, para a vida e o trabalho, e menores seriam os gastos com segurança. “Ah! é esforço para muito tempo?!”. Então, comecemos ontem! Senão, as conquistas civilizatórias no mundo, que ameaçam ruir, poderão dar passagem ao contágio da desilusão que atingirá toda a Terra.

José de Paiva Netto – jornalista, radialista, escritor e filósofo.

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Poema do Brasileirinho

Tratado de Unificação do Povo Brasileiro

I

Amo o meu Povo de alma verdadeira!

Só por ser brasileiro eu sou feliz!

Que de encantos o espírito nos diz

Desta lânguida gente brasileira!…

Com essa calma antiga, que bendiz,

Ou quando pelas ruas se aligeira,

Apraz-me vê-lo assim, na prazenteira

E espontânea expansão do meu país…

Pois é na liberdade que se expande,

Sem ambições, tão rico mas tão pobre,

Na pacífica marcha de um só tom…

Amo o meu Povo porque é um povo grande,

Amo o meu Povo porque é um povo nobre,

Amo o meu Povo porque é um povo bom…

Quando fores, Brasil, afrontado

Pela guerra feroz da conquista,

Não serás o gigante deitado,

A embalar teu ideal pacifista.

Cada um dos teus filhos, de pé,

Com o ardor dos heróis lutará:

Na epopéia da honra e da fé,

Brasileiro covarde não há.

II

Brasil, que és meu por predestinação!

Minha alegria é ver-te progredir,

Instruído e educado, num porvir

Alicerçado na mais santa união!

Tua força latente há de eclodir

À fúria do implacável furacão

De milhões de almas fortes que farão

Com que às outras nações vás dirigir!

Nessa época, de fato luzidia,

Liberto da ignorância que asfixia,

Hás de elevar-te em glória ao mundo inteiro!

E quando ouvir a voz separatista

– Amigo, és carioca ou és paulista? –

Um filho teu dirá: – Sou brasileiro!

Quando fores, Brasil, afrontado

Pela guerra feroz da conquista,

Não serás o gigante deitado,

A embalar teu ideal pacifista.

Cada um dos teus filhos, de pé,

Com o ardor dos heróis lutará:

Na epopéia da honra e da fé,

Brasileiro covarde não há.

III

Bendita seja esta Verdade santa

Que me enraizou o ideal intemerato!

Que glorificará todo o meu ato,

Ao derrocar tanta injustiça, tanta!

Bendito o ideal que à glória me levanta

E me apresenta, forte e intimorato,

Na suprema renúncia em que me bato,

No ardor extremo de quem luta e canta!

Com este ideal, Brasil, vou transformar-te:

Hei de fazer de ti uma obra de arte –

Grande, perfeito, indissolúvel todo…

Ó Pátria, eu sou, com as minhas convicções,

O guerreiro que rasga, com denodo,

O Terceiro Milênio das nações!

Quando fores, Brasil, afrontado

Pela guerra feroz da conquista,

Não serás o gigante deitado,

A embalar teu ideal pacifista.

Cada um dos teus filhos, de pé,

Com o ardor dos heróis lutará:

Na epopéia da honra e da fé,

Brasileiro covarde não há.

Poema de autoria do jornalista, radialista, escritor, poeta, educador e filósofo brasileiro, Alziro Zarur, destacado ativista social brasileiro e nobre Fundador da Legião da Boa Vontade (LBV), que o escreveu quando tinha apenas 17 anos de idade.

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Apocalipse de Jesus

Apocalipse de Jesus, capítulo 21, versículos 4 e 5: “4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima; não haverá mais morte, não haverá mais luto, não haverá mais pranto, nem gritos, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. “5 Então, Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.”

Apocalipse, Jesus ,

O verdadeiro analfabeto

Alziro Zarur“O verdadeiro analfabeto é aquele que ignora as Leis Espirituais, isto é, as Leis Divinas, Eternas, Perfeitas, Imutáveis.”

Alziro Zarur (1914-1979) – jornalista, radialista, escritor, poeta, educador e filósofo.

Alziro Zarur, Sabedoria ,

Inimigos

“Amai, pois, os vossos inimigos.” – Jesus (Lucas, 6:35)

EmmanuelA afirmativa do Mestre Divino merece meditação em toda parte. Naturalmente que a recomendação, quanto ao amor aos inimigos, pede análise especial.

A multidão, em geral, não traduz o verbo amar senão pelas atividades cariciosas. Para que um homem demonstre capacidade afetiva, ante os olhos vulgares, precisará movimentar imenso cabedal de palavras e atitudes ternas, quando sabemos que o amor pode resplandecer no coração das criaturas sem qualquer exteriorização superficial. Porque o Pai nos confira experiências laboriosas e rudes, na Terra ou noutros mundos, não lhe podemos atribuir qualquer negação de amor.

No terreno a que se reporta o Amigo Divino, é justo nos detenhamos em legítimas ponderações.

Onde há luta há antagonismo, revelando a existência de circunstâncias com as quais não seria lícito concordar em se tratando do bem comum. Quando o senhor nos aconselhou amar os inimigos, não exigiu aplausos ao que rouba ou destrói, deliberadamente, nem mandou multiplicarmos as asas da perversidade ou da má-fé.

Recomendou, realmente, auxiliarmos os mais cruéis; no entanto, não com aprovação indébita e sim com a disposição sincera e fraternal de ajudá-los a se reerguerem para a senda divina, através da paciência, do recurso reconstrutivo ou do trabalho restaurador.

O Mestre, acima de tudo, preocupou-se em preservar-nos contra o veneno do ódio, evitando-nos a queda em disputas inferiores, inúteis ou desastrosas.

Ama, pois, os que se mostram contrários ao teu coração, amparando-os fraternalmente com todas as possibilidades de socorro ao teu alcance, convicto de que semelhante medida te livrará do calamitoso duelo do mal contra o mal.

Emmanuel/Chico Xavier

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Natal Permanente de Jesus

Paiva NettoO exemplo de Jesus simboliza, há mais de dois mil anos, a possível convivência pacífica entre os povos permanentemente.

Um dos mais nobres propósitos de todos os cristãos de Boa Vontade é perseverar, com fé realizante, no anúncio da Volta Triunfal do Cristo Ecumênico, ou seja, universal, o Divino Estadista, ao nosso convívio no planeta. Considero sempre oportuno tratar com vocês a respeito desse tema.

A abrangência da Boa Nova, que o Benemérito e Altruísta Filho de Maria e José nos apresentou, demonstra que Sua presença entre os seres da Terra jamais deve sugerir receio aos irmãos em humanidade que não professem o Cristianismo. 

Jesus não gera incômodo ao bom senso humano. Sublime Benfeitor, Ele vem para somar no pleno progresso sustentável, espiritual, material, ético e social que trabalhamos por atingir. 

O CRISTO SOBRE AS NUVENS

Para dar minha modesta contribuição ao assunto, lancei, há alguns anos, “Apocalipse sem Medo”, no qual reuni algumas das palestras que venho fazendo pelo rádio, pela TV (e pela internet) desde a década de 1960.

Mas vejamos este ponto: que significa também Jesus vir sobre as nuvens? 

No Apocalipse, 1:7 e 8, lemos:

“7 Eis que Jesus vem com as nuvens, e todos os olhos O contemplarão, até mesmo os daqueles que O traspassaram. E todas as nações da Terra se lamentarão sobre Ele. Sim. Amém.

“8 Eu sou o Alfa e o Ômega, o A e o Z, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, Aquele que é, que

Jesus, o Cristo Ecumênico. Foto: Reprodução LBV

era e que há de vir, o Todo-Poderoso Deus”.

Quem profere essa previsão confortadora sobre a Volta Triunfal de Jesus é o próprio Deus (versículo 8). 

Não temamos, pois, o Livro das Revelações, que anuncia que Ele vem sobre as nuvens, isto é, no Alto, para sublimar nosso conhecimento na Religião, na Ciência, na Filosofia, na Política, na Economia, na Arte, nos Esportes etc., por força do que Ele conhece muito bem: o Amor Fraternal e a Justiça Divina.

Dia virá em que testemunharemos toda a sabedoria terrestre receber a Sua incomparável Claridade. É necessário que os jovens concebam isso e passem a analisar os fatos humanos, pessoais e internacionais, sob a luminosidade dos ensinos Dele; livres, porém, de qualquer fanatismo. Jesus não é algema, mas liberdade sem libertinagem ou drogas e outros desatinos que nada mais significam do que a implacável destruição do indivíduo.

APOCALIPSE SUPERIOR A NOSTRADAMUS

A expressão marcadamente cifrada do Livro das Profecias Finais serve para provocar nossa curiosidade. Se tudo estivesse destrinchado, vocês o leriam de uma só vez e ainda exclamariam: “Bah!”. 

Bom exemplo para essa argumentação é o de Nostradamus (1503-1566). Todos falam nele… Mas poucos alcançam uma definição palatável do que previu. É porque o vidente de Salon escreveu de tal maneira labiríntica que há mil e uma interpretações para o que pretendeu transmitir. (…) Eles vivem, então, mesmo sem o demonstrar, atentos ao que o áugure francês disse, justamente pelo apetite de decifrar seus escritos e conceituar tais vaticínios. Isso faz parte do espírito das gentes.

Ora, o Apocalipse, por ser de Jesus, é superior às previsões do autor das Centúrias. Notamos isso claramente quando, tendo “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, procuramos interpretá-lo em Espírito e Verdade, à luz do Mandamento Novo do Cristo (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35): “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros”. Isto é, jamais sob a visão do ódio que procura esmagar as criaturas.

Salve o Natal Permanente de Jesus!

José de Paiva Netto – jornalista, radialista, escritor e filósofo.

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A lei do número

“Em toda parte, dentro como fora, a crise existe, inquietante. Sob a superfície brilhante de uma civilização apurada, esconde-se um mal-estar profundo. A irritação cresce nas classes sociais. O conflito dos interesses e a luta pela vida tornam-se, dia a dia, mais ásperos. O sentimento do dever se tem enfraquecido na consciência popular, a tal ponto, que muitos homens já não sabem onde está o dever. A lei do número, isto é, da força cega, domina mais do que nunca. Pérfidos retóricos dedicam-se a desencadear as paixões, os maus instintos da multidão, a propagar teorias nocivas, às vezes criminosas. Depois, quando a maré sobe e sopra o vento de tempestade, eles afastam de si toda a responsabilidade.”

Leon Denis (1846-1927) – conferencista, escritor e filósofo francês.

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Evolução gradual

“A evolução gradual e progressiva é a lei fundamental da Natureza e da vida. É a razão de ser do homem, a norma do Universo. Insurgir-se contra essa lei, substituir-lhe por outro o fim, seria tão insensato como querer parar o movimento da Terra ou o fluxo e o refluxo dos oceanos.”

Leon Denis – (1846-1927) – escritor, conferencista e filósofo francês.

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Bezerra de Menezes

Dr. Bezerra de Menezes“Solidários, seremos União. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista.” – Dr. Bezerra de Menezes (1831-1900) – médico, homeopata, político, jornalista, escritor e filósofo.

Dr. Bezerra, Sabedoria ,

A origem dos males

“A origem de todos os nossos males está em nossa falta de saber e em nossa inferioridade moral. Toda a sociedade permanecerá débil, impotente e dividida durante todo o tempo em que a desconfiança, a dúvida, o egoísmo, a inveja e o ódio a dominarem. Não se transforma uma sociedade por meio de leis. As leis e as instituições nada são sem os costumes, sem as crenças elevadas. Quaisquer que sejam a forma política e a legislação de um povo, se ele possui bons costumes e fortes convicções, será sempre mais feliz e poderoso do que outro povo de moralidade inferior.”

Palavras do escritor, conferencista e filósofo francês, Léon Denis (1846-1927).

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II suicidio non elimina le angosce di nessuno

José de Paiva Netto

Insegnava Alziro Zarur (1914-1979):

— Il suicidio non elimina le angosce di nessuno.

E aveva ragione l’autore dei Poemi dell’Era Atomica.

L’uccidersi sconvolge per molto tempo l’esistenza dello Spirito, poiché offende la Legge Divina, che è Amore, ma anche Giustizia.

Quando il dolore esacerba, ricordati per favore di questa pagina dettata da André Luiz e psicografata dal venerando Francisco Cândido Xavier (1910-2002):

ANCORA PER UN PO’ *1

“Quando ti troverai all’orlo di un’esplosione di collera, taci ancora per un po’ ed il silenzio ti risparmierà grandi dispiaceri.

“Quando sarai tentato a collaborare con la maldicenza, serba ancora per un po’ i principi del rispetto e della fraternità e la benevolenza ti libererà da molte complicazioni.

“Quando lo scoraggiamento imporrà la paralizzazione delle tue forze nell’assolvere la funzione alla quale sei stato chiamato, procedi compiendo il tuo dovere, praticando la resistenza ancora per un po’ e l’opera realizzata sarà per te una gloriosa benedizione di luce.

“Quando la ribellione ti tormenterà il cuore, adopera l’umiltà e la buona intesa ancora per un po’ e non soffrirai il rimorso di aver ferito dei cuori che dobbiamo proteggere e avere in considerazione.

“Quando la lezione presenterà delle difficoltà alla tua mente obbligandoti a rinunciare al progresso individuale, applicati al problema oppure all’insegnamento ancora per un po’ e la soluzione sarà la divina risposta alla tua aspettativa.

“Quando l’idea del riposo ti suggerirà di rimandare il lavoro che devi fare, mantieni la disciplina ancora per un po’ ed il dovere compiuto sarà per te una gloria santificante.

“Quando il lavoro ti sembrerà monotono ed inespressivo, mantieni la fedeltà agli impegni assunti ancora per un po’ e lo stimolo tornerà nel tuo campo di azione.

“Quando l’infermità del corpo arrechererà pensieri d’inattività cercando di immobilizzare le braccia ed il cuore, persevera con Gesù ancora per un po’ e procedi aiutando tutti, agendo e servendo come potrai, perché il Divino Medico non riceve mai le suppliche invano.

“In qualsiasi difficoltà od ostacolo non ti dimenticare di portare un po’ di pazienza, amore, rinuncia e Buona Volontà, per il tuo benessere stesso.

“Il segreto della vittoria, in tutti i settori della vita, si trova nell’arte di imparare, immaginare, sperare e fare un po’ di più”.

Il Salmo 31:25 della Sacra Bibbia avverte fraternalmente:

– Abbiate coraggio, ed Egli fortificherà il cuore di voi tutti che sperate nel Signore!.

Il Rabino Henry Sobel pondera:

– Non siamo i padroni della Vita, ma soltanto i suoi guardiani.

Facciamo quindi onore allo straordinario dono che Dio ci ha concesso, che è la Vita, ed Egli sempre ci verrà in aiuto nei modi più efficenti ed inimmaginabili.

In sostanza dobbiamo cercare di capire con umiltà i Suoi messaggi e di applicarli con la Buona Volontà e l’efficacia che Egli si aspetta da noi.

La perenne sintonia con il Potere Divino può soltanto addestrarci lo Spirito affinché possiamo avere le condizioni di sopravvivere al dolore, persino in piena conflagrazione delle smoderatezze umane.

Dal libro “Billy Graham Risponde” emerge questo chiarimento del rispettato pastore statunitense:

— La vita ci è stata concessa da Dio e soltanto Lui ha il diritto di togliercela. Inoltre, persino nelle circostanze più difficili, Dio è con noi. (…) Devo enfatizzare il fatto che il suicidio è un errore poiché non fa parte del piano di Dio.

Nella Sura 4 del Sacro Corano troviamo conforto in quest’ammonimento del Profeta Muhammad:

29. O voi che credete, non divorate vicendevolmente i vostri beni per vanità, ma commerciate con mutuo consenso e non uccidetevi da voi stessi, perché Dio è misericordioso verso di voi.

Santa Teresa d’Avila (1515-1582), la grande mistica della Spagna, ci incoraggia a perseverare:

– Che nulla ti perturbi, nulla ti intimorisca.
Tutto passa. Soltanto Dio non cambia mai.
La pazienza ottiene tutto. A colui che ha Dio, nulla manca.
Soltanto Dio basta.

La continuazione dell’esistenza dopo la morte non potrà mai essere una giustificazione al suicidio. Tutti dobbiamo proseguire vivi.

In modo opportuno scrisse Napoleone Bonaparte (1769-1821) quando deplorò questa sciagurata scelta che rende infelice lo Spirito di chi si lascia sedurre da essa, poiché l’arrivo all’Altro Mondo di colui che distrugge il proprio corpo è un grande tormento, non essendoci morte dopo la morte:

— Tanto coraggioso è colui che soffre valorosamente i dolori dell’Anima quanto colui che si mantiene indomito dinanzi al mitragliare di una batteria. Lasciarsi andare al dolore senza resistere, uccidersi ed esimersi dallo stesso dolore significa abbandonare il campo di battaglia prima di aver vinto *2.

Infine, fiduciosi seguiamo il cammino indicato dal Signore nel libro Deuteronomio, 30:19:

— Come puoi vedere oggi Io ti ho posto davanti la Vita e il Bene, la morte ed il male… scegli dunque la Vita, onde tu viva, tu e la tua progenie.

Amici e Fratelli miei in Umanità, la nostra grande fortuna è quella di sapere que Vivere è meglio!

____________________________

*¹ “Ancora per un po’ ” – Antologia della Buona Volontà, 1955.
*2 Nonostante Napoleone I abbia pensato al suicidio durante la sua tribolata carriera militare e politica, non lo commise. Per cui l’importanza del suo pensiero.

José de Paiva Netto, scrittore, giornalista, conduttore radiofonico, compositore e poeta, è nato il 2 marzo 1941, a Rio de Janeiro/RJ, Brasile. È Direttore Presidente della Legione della Buona Volontà (LBV), membro effettivo dell’Associazione Brasiliana della Stampa (ABI), della Associazione Brasiliana della Stampa Internazionale (ABI Inter), della Federazione Nazionale dei Giornalisti (Fenaj), della International Federation of Journalists (IFJ), dell’Accademia di Lettere del Brasile Centrale, del Sindacato dei Giornalisti Professionali dello Stato di Rio de Janeiro, del Sindacato degli Scrittori di Rio de Janeiro, del Sindacato dei Radiocumunicatori di Rio de Janeiro e dell’Unione Brasiliana dei Compositori (UBC). É un autore riconosciuto internazionalmente per la concettualizzazione e la difesa della causa della Cittadinanza e della Spiritualità Ecumeniche che, secondo lui, costituiscono “la culla dei valori più generosi che nascono dall’Anima, la dimora delle emozioni e del raziocinio illuminato dall’intuizione, l’atmosfera che avvolge tutto ciò che trascende il campo volgare della materia e proviene dalla sensibilità umana elevata, ad esempio della Verità, della Giustizia, della Misericordia, dell’Etica, dell’Onestà, della Generosità, dell’Amore Fraterno”.

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El suicidio no resuelve las angustias de nadie

 

José de Paiva Netto, Presidente de la Legión de la Buena Voluntad. Foto: Raquel Bertolin.

Enseñaba Alziro Zarur (1914-1979): 

—El suicidio no resuelve las angustias de nadie.

Tenía razón el autor de Poemas de la Era Atómica. 

Matarse debilita, por largo tiempo, la existencia del Espíritu, pues ofende la Ley Divina, que es Amor, pero también Justicia.

Cuando el dolor sea intenso, por favor, recuerde esta página de André Luiz, en la psicografía del venerado Francisco Cândido Xavier (1910-2002):





UN POCO MÁS *¹

“Cuando estuvieres al borde de la explosión, con cólera, cállate un poco más y el silencio te ahorrará enormes disgustos.

“Cuando fueres tentado de colaborar con la maledicencia, guarda los principios del respeto y de la fraternidad un poco más y la benevolencia te librará de muchas complicaciones.

“Cuando el desánimo imponga la paralización de tus fuerzas en la tarea para la que fuiste llamado, prosigue actuando en el deber que te corresponde, ejercitando la resistencia un poco más y la obra realizada será tu gloriosa bendición de luz.

“Cuando la rabia sacuda tu corazón, usa la humildad y el buen entendimiento un poco más y no sufrirás el remordimiento de haber herido corazones que debemos proteger y considerar.

“Cuando la lección ofrece dificultad a tu mente, obligándote a desistir del progreso individual, concéntrate en el problema o en la enseñanza un poco más y la solución será divina respuesta a tu expectativa.

“Cuando la idea de reposo sugiere posponer la obra que te corresponde hacer, persiste con la disciplina un poco más y el deber bien cumplido será tu corona santificante.

“Cuando el trabajo te parece monótono e inexpresivo, guarda fidelidad a los compromisos asumidos un poco más y el estímulo volverá a tu campo de acción.

“Cuando la enfermedad del cuerpo te trae pensamientos de inactividad, buscando inmovilizarte los brazos y el corazón, persevera con Jesús un poco más y prosigue ayudando a todos, actuando y sirviendo como pudieres, porque el Divino Médico jamás recibe nuestros ruegos en vano.

“En cualquier dificultad o impedimento, no te olvides de usar un poco de paciencia, amor, renunciación y Buena Voluntad, a favor de tu propio bienestar.

“El secreto de la victoria, en todos los sectores de la vida, está en el arte de aprender, imaginar, esperar y hacer un poco más”.

El Salmo 31:24 de la Sagrada Biblia advierte fraternalmente:

– Tened coraje, y Él fortalecerá el corazón de todos vosotros que esperáis en el Señor. 

El Rabino Henry Sobel pondera:

– No somos dueños de la Vida, sino solo sus guardianes.

Honremos, pues, el extraordinario don que Dios nos concedió, que es la Vida, y Él siempre vendrá en nuestro auxilio, mediante los más inimaginables y eficientes procesos.

Sustancial es que sepamos humildemente entender Sus recados y los apliquemos con la Buena Voluntad y la eficacia que Él espera de nosotros.

La permanente sintonía con el Poder Divino solo nos puede educar el Espíritu, para que esté en condiciones de sobrevivir al dolor, aún en plena exaltación de los desatinos humanos.

Del libro Billy Graham responde, surge esta dilucidación del respetado pastor norteamericano:

— La vida nos fue concedida por Dios y solo Él tiene el derecho de quitarla. Además, aún en medio de las circunstancias más difíciles, Dios está con nosotros. (…) Debo enfatizar el hecho de que el suicidio es un error, que no forma parte del plan de Dios.

En la Cuarta Surata del Corán Sagrado, encontramos este aliento en una amonestación del Profeta Mahoma:

29. Oh creyentes, no defraudéis recíprocamente vuestros bienes por vanidad, realizad comercio de mutuo consentimiento y no practiquéis suicidio, porque Dios es misericordioso para con vosotros. 

Santa Teresa d´Ávila (1515-1582), la gran mística de España, nos incentiva a la perseverancia:

— Que nada te perturbe, nada te amedrente.

Todo pasa. Solo Dios nunca cambia. 

La paciencia todo lo alcanza. A quien tiene a Dios, nada le falta. 

Solo Dios basta. 

La continuación de la existencia después de la muerte jamás podrá ser una justificación para el suicidio. Todos continuamos vivos.

Acertadamente, escribió Napoleón Bonaparte (1769-1821), cuando lamentó esa desafortunada selección, que hace infeliz el Espíritu de quien se deja seducir por ella, porque la llegada al Otro Mundo de aquel que destruye su propio cuerpo es un gran tormento, ya que no hay muerte después de la muerte: 

— Tan audaz es aquel que sufre valientemente los dolores del Alma como el que se mantiene firme ante la metralla de una batería. Entregarse al dolor sin resistir, matarse y librarse del dolor es abandonar el campo de batalla antes de haber vencido*2.

Finalmente, confiados, sigamos el camino señalado por el Señor en el libro Deuteronomio, 30:19:

— Como puedes ver, he puesto hoy ante ti la Vida y el Bien, la muerte y el mal… por tanto, selecciona la Vida, para que vivas tú y tu semilla. 

Mis Amigos y Hermanos en Humanidad, la gran fortuna es saber que ¡Vivir es mejor! 

José de Paiva Netto – jornalista, radialista, escritor e filósofo.

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