Expiação

Expiação

Derreados e vencidos pelas constrições dos sofrimentos excruciantes, parecem abandonados…

Cegos carregando a surdez e silenciados no impedimento da palavra, dão a impressão de condenados…

Paralíticos em deplorável conjuntura, sob o constrangimento de limites que o camartelo do destino impôs, antes que os membros se movimentassem…

Alienados que transitam por paisagens tristes e tormentosas, sem esperança, em alucinações indizíveis…

Criaturas com distrofias de várias formas e doenças de muitos nomes sob o implacável jugo do sofrimento, como se estivessem esquecidas…

Angústias e distonias, incapacidades e distúrbios, histerismo e misérias múltiplas, dizimando vítimas inermes que lhes caem nas malhas, em contínuo, espraiando-se entre os homens…

E tantos outros processos  regenerativos, em nome da Legislação Superior, fazem os trânsfugas e infratores expiarem, através do cadinho da carne, os incontáveis crimes a que se entregaram, infrenes.

Recomeçam na linha da agonia que sofrem, em decorrência da impiedade que impuseram.

Refazem o caminho sobre os pélagos que eriçaram nas águas da existência planetária.

Não estão, porém, à mercê do abandono, mas sob a assistência corretiva da Justiça.

O fruto podre reproduz a planta mediante a semente sadia aproveitada.

A água lodosa recupera a limpidez no filtro que a purifica.

Brilha a pedra sob o buril lapidador.

Modela-se o ferro, em brasa viva, ante a ação contínua do malho e da bigorna.

Fracassando na prova escolhida, retorna o calceta pela expiação remissora.

O suicida rebelde recomeça com a agonia a que se impôs levianamente e de que se desejava liberar…

O homicida covarde retorna sob as dilacerações que produziu na vida que tomou nas mãos criminosas…

Cada agressor, desta ou daquela natureza, todo burlador reiterado da verdade, volve ao palco da ilusão carnal, em condição carcerária para refletir  e recuperar, preparando, na masmorra que elaborou para o próprio insulamento, os futuros dias claros de esperança e ação relevante que virão.

Diante deles, os irmãos que expiam, reflete e refaze tuas atitudes, aproveitando o ensejo de que dispões para a elaboração dos felizes dias porvindouros.

Se expias, agradece a Deus e confia no amanhã.

Como são bem-aventurados os justos e os bons, os piedosos e os mansos, os misericordiosos e os pacíficos, também o são aqueles que se recuperam, sob a sujeição divina, sem revoltas nem mágoas, começando desde agora a libertação que anseiam e porque lutam.

Mensagem da Benfeitora Espiritual Joanna de Ângelis

Psicografada pelo médium e educador baiano Divaldo Franco

Do Livro “Celeiro de Bênçãos” – Editora LEAL

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Treinamento para o perdão

Treinamento para o perdão

A fim de colimares a excelência do perdão aos que te ofendem, mister se adestres mediante antecipados critérios e exercícios contínuos.

Habitua-te a iniciar o dia com a mente ligada ao Senhor, através dos fios invisíveis e poderosos da oração.

Não te descuides de ler uma página mensageira de otimismo, capaz de produzir júbilo no teu mundo íntimo.

Reprime as observações menos dignas, as apreciações fúteis, as referências deprimentes e maliciosas.

Estimula a conversação edificante e quando não possas fazê-lo, reserva-te silêncio discreto, propiciatório a reflexões salutares.

Todo labor para alcançar êxito impõe a necessidade de uma técnica própria, de uma diretriz segura.

Indispensável exercitar-te mentalmente para o cometimento do perdão, a que estás chamado a cada instante.

Treina, então, a paciência, disciplinando a vontade e aprimorando a indulgência.

Não te permitas auto-comiseração ou personalismo prejudicial.

Cada ser é o que constrói interiormente.

A vida sempre devolve o que recebe. Tem cuidado.

O acusador gratuito e o perseguidor sistemático podem converter-se, sem que o saibam, em benfeitores valiosos. Aproveita-os.

Temperamentos e caracteres humanos há que produzem mais e melhor, quando fiscalizados ou submetidos a rigoroso controle.

Quem conhece a verdade, sempre consegue lograr benefícios em todas as situações, se desejar agir com acerto.

Olha em derredor.:

a primavera perfumada pode ser considerada como o perdão da Natureza ao rigor hibernal;

o grão perdoa a terra que o esmaga, arrebentando-se em flor e fruto;

o trigo agradece à mó que o tritura, transformando-se em pão…

Apura os sentidos e perceberás as respostas de Nosso Pai, através de convites aos amor, à beleza, à harmonia.

Integra-te no concerto de Suas bênçãos e quando fores visitado pelo sofrimento que alguém te imponha por qualquer razão, com facilidade perdoarás.

Joanna de Ângelis/Divaldo Franco

Livro: Celeiro de Bênçãos – Editora  Alvorada

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Sofrimento e amor

Sofrimento e amorAntes de tomares a indumentária carnal, objetivando o processo reencarnacionista, solicitaste a bênção do sofrimento como refúgio de segurança em relação aos perigos que defrontarias.

Recebeste, em razão do ministério que deverias exercer, uma organização física muito bem equipada, portadora de lucidez mental e equilíbrio emocional, a fim de que pudesses aplicar todo o fluido vital mantenedor da argamassa celular no ministério de iluminação.

Suplicaste pelo amparo dos mentores amigos, e diversos deles prontificaram-se a acompanhar-te o passo, na condição de orientadores e mantenedores da tua fé nos momentos mais difíceis da jornada.

Conseguiste dose dupla de saúde, a fim de que as mortificações dos trabalhos não diminuíssem o vigor e pudesses avançar intimorato, com  largo sorriso na face, cantando as glórias do Altíssimo.

Diante de muitas concessões, também solicitaste o ferretear de alguns fenômenos conflitivos que vinham de existências pregressas.

Experimentaste solidão e dificuldade, dores e angústias complexas de solução, mas nunca te faltaram o socorro dos Céus através de variados recursos que diminuíram o desencanto e a aflição.

À semelhança de um córrego que enfrenta escolhos no seu curso e impedimentos inesperados, avançaste vagarosamente e com segurança, vencendo largo trecho do caminho.

Tuas mãos suadas no trabalho e teus sentimentos estiolados não te impediram de avançar, e mesmo quando os joelhos se desconjuntaram, reunias forças e prosseguia.

Houve instantes penosos e sombrios sob cúmulos de tempestades que te vergastaram. Mesmo aí conseguiste preservar e em nenhum momento pensaste em desistir.

O teu devotamento atraiu almas abnegadas de ambos os lados da Vida, a fim de auxiliarem no desiderato sublime a que dedicaste a existência.

A palavra do Senhor dava-te segurança e Sua Luz apontava-te o rumo em plena escuridão.

Lentamente a obra de amor planejada pelos guias espirituais da Humanidade ergueu-se e começou a albergar os filhos do Calvário com doçura e encantamento.

Choveram perseguições de ambos os planos, o material e o espiritual, e continuaste sorrindo, e chorando fiel Àquele que te convidou.

Sucederam-se vidas, por outras substituídas, que continuaram velando por ti e sustentando-se nos testemunhos redentores. Em momentos cruciais, quando tudo parecia ruir sob o tropel de forças desgovernadas, Jesus te amparou e ao grupo, de modo que os alicerces mantiveram os edifícios do bem em segurança.

Alcanças o momento das grandes transformações. E as dores se te apresentam excruciantes, assustando-te.

Não temas! O amor a tudo vence a tudo transforma.

Continua amando, sem te importares com as respostas que te chegam.

Este é um período muito grave para o processo histórico da Humanidade. E é natural que sejas igualmente afetado.

Esperaste por esta ocasião entre encantamentos, desolação, e ao surgir a oportunidade anelada, não titubeies, insiste e ama.

Ama indiscriminadamente.

Quando o amor se apresenta reticente, é preconceituoso e egoico, pois que, na sua intimidade, tudo deve entender e ajudar.

Ao sedento não importa o vaso que se lhe ofereça a linfa refrescante e salvadora. Ao doador, vale matar a sede de quem lhe pede com os recursos possíveis.

O amor é a alma do Universo, e por isso João, o discípulo amado, informou ser o próprio Deus.

A terra necessita de compaixão, e todos os seres sencientes aguardam o alimento do amor para nutrir-se e desenvolver-se.

Enquanto o amor avança lentamente, o ódio e a indiferença estimulam a insensatez e o desinteresse em favor do triunfo de um instante.

A caravana dos autossatisfeitos é muito grande e cresce ao influxo das mentes em desalinho que enxameiam no Mais-além inferior, nutrindo-se das excessivas distrações e prazeres cada vez mais exorbitantes das suas vítimas.

Reveste-te de ternura para romper a carapaça que envolve os indiferentes e egoístas.

Sorriem por momento, mas não se furtarão às lágrimas que os buscarão oportunamente.

Quanto a ti, trabalha-te e exaure-te pelo Reino de Deus, permanecendo confiante.

Não fraquejes agora por estares em carência.

Somente houve a gloriosa ressurreição do Mestre, porque antes aconteceram os aziagos fenômenos de traição, de dor e de abandono, que culminaram na Sua morte.

São muitos os seareiros da luz que te pedem coragem e perseverança na batalha que estás travando entre lágrimas e desconsolo.

Ora mais e penetra-te de paz e confiança, amando sem cessar, mesmo que não venhas a receber a resposta afetiva desejada.

Cristão sem condecoração do sofrimento ainda não passou pelo campo de batalha.

Assim, transforma as tuas dores e expectativas num hino de amor e de alegria, certo da vitória final ao lado daqueles que também te amam.

Sofrimento e amor são termos luminosos da equação existencial.

Joanna de Ângelis/Divaldo Franco

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Conta do Tempo

Deus pede estrita conta do meu tempo;

Forçoso é de meu tempo já dar conta.

Mas, como dar, sem tempo, tanta conta;

Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para ter minha conta feita em tempo,

Dado me foi tempo e não fiz conta;

Não quis, sobrando tempo, fazer conta,

Quero hoje fazer conta e falta tempo!

Oh! vós que tendes tempo sem ter conta,

Não gasteis esse tempo em passatempo!

Cuidai de, enquanto é tempo, fazer conta!

Mas, oh! se os que contam com seu tempo

Tivessem desse tempo alguma conta,

Não choravam como eu o não ter tempo!

Laurindo Rabelo/Chico Xavier

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Em Nazaré Não O receberam…

Ao tempo de Jesus, Nazaré era uma aldeia muito modesta com uma população reduzida entre cento e cinquenta e cento e oitenta pessoas, distante seis quilômetros de Séforis, a nova capital da Galiléia, aproximadamente cinquenta e dois quilômetros de Cafarnaum, onde passaria a residir por algum tempo.

Embora Ele houvesse vivido ali por quase trinta anos, fosse conhecido e seguisse a tradição nazireia, resultado da sua educação doméstica, quando foi anunciado o Seu retorno, os adversários anteciparam-nO e mediante a urdidura das intrigas, da inveja e do despeito geraram embaraços e dificultaram-Lhe o ministério.

A intriga é veneno destilado pelas almas doentes incapazes de acompanhar a glória de outrem sem a presença da inveja e do despeito.

Ele era puro e isso não se fazia aceito por aqueles que ainda se encontravam nas agruras das imperfeições.

Era manso e a ferocidade dos mais primitivos levantava-se para provocá-lO embora não encontrasse resposta equivalente.

Ele era nobre como a Vida e os atormentados que a perturbavam não aceitavam a Sua superioridade.

Em torno dos Seus passos a indiferença pelo próximo e o esquecimento da fraternidade constituíam comportamento normal, porque os infelizes eram invisíveis, quando não criavam situações embaraçosas para os cômodos.

Mas ainda hoje é mais ou menos assim…

Quando Ele chegou com os Seus discípulos, após uma jornada fatigante, a agressividade local era generalizada, demonstrando quanto ressentimento havia na pequena e hostil população.

Havia inverno nos corações, enquanto a primavera estuava em a Natureza.

Sopravam ventos brandos, levemente perfumados, acariciando as almas em turbilhão.

Uns chamavam-nO discípulo de Belzebu para poder realizar o que diziam que Ele era capaz de fazer. Outros acusavam-nO de feitiçaria, diversos gritavam que Ele era mistificador que ludibriava o povo ignorante e supersticioso…

Os discípulos foram igualmente agredidos verbalmente e não foram poucas as discussões que, por pouco não culminaram em pugilato.

Os mais jovens ficaram furiosos e enfrentaram a ironia e a crítica ácida, defendendo o Amigo.

Os mais experientes não ocultavam o desencanto, ainda mais diante da serenidade do Rabi, que permanecia inalterado.

O Reino dos Céus não é imposto pela força – Disse Ele, mansamente, como se nada de mal estivesse acontecendo.

E porque a situação se houvesse tornado grave, a fim de evitar alguma pugna muito do agrado dos desordeiros, Ele convidou os amigos, sem qualquer ressentimento, a retornar a Cafarnaum…

Os Seus não O receberam, não O mereciam.

A flor delicada da verdade necessita da haste vigorosa para continuar exalando perfume e transformar-se em fruto abençoado.

Os narizeus estavam tentando ferir a árvore frondosa da Verdade, a fim de que não houvesse flor nem frutescência.

Na saída de Nazaré convulsionada pela insensatez dos seus inimigos, houve o enfrentamento com a Treva.

Nazaré, como a maioria das cidades, tinha os seus réprobos: aqueles que haviam sido expulsos do Livro da Vida, portadores de lepra, de obsessão, de cegueira, das mazelas da alma pela prostituição, alcoolismo, misérias morais…

Tornara-se célebre um endemoniado agressivo que, normalmente era expulso da pequenina urbe sob pedradas de crianças e de adultos, e sempre retornava.

Relativamente jovem fora acometido de loucura, agredindo os pais e familiares, todos quantos se lhe acercavam, sendo surrado muitas vezes até a exaustão e jogado nos monturos…

Passado algum tempo, ei-lo de retorno, furioso e alucinado.

Vendo Jesus e os seus a regular distância, pôs-se a blasfemar e a inquirir:

Jesus de Nazaré, por que me persegues? Que queres de mim?

Suavemente compadecido enquanto o tresvariado se agitava, Ele indagou tocado pela misericórdia:

Quem és tu?

A voz roufenha e a baba abundante na boca, respondeu:

Sou Satanás que domino este homem e o martirizo.

Com dúlcida e enérgica melodia nos lábios, o Senhor respondeu:

Satanás, em nome de meu Pai, eu te ordeno: sai dele, deixa-o.

A voz, portadora de uma tonalidade especial, sem qualquer laivo de brutalidade, produzindo um especial efeito no infeliz desencarnado, agitou o enfermo, fê-lo convulsionar e deixou-o, tombando-o no solo, como se estivesse numa crise epiléptica.

Apesar de acostumados com os sublimes fenômenos produzidos pelo Mestre, os Seus discípulos, a princípio alarmados, foram tomados de jubilosa surpresa.

E quando o Senhor auxiliou o paciente a levantar-se perfeitamente recuperado, disse-lhe:

Vai e apresenta-te a todos, a fim de que eles saibam o que pode fazer Aquele que vem em nome de Deus.

O recuperado sacudiu a poeira da roupa e avançou na direção da praça, onde se amotinavam o povo e alguns fariseus, que o vendo, ficaram estremunhados e agressivos.

Alguém gritou com voz estentórea:

Quem está de volta!

Com muita calma, o ex-alienado respondeu:

Sim, sou eu!

Continuas louco, desgraçado, ou alguém te curou?

Sem ressentimento e com alegria ripostou:

O Mestre recuperou-me…

Não terminou a frase e as gargalhadas de mofa abafaram-lhe a voz em gritaria infrene, com ameaças de apedrejamento.

Foi então que o recuperado bradou mais forte:

Jesus salvou-me! Estou curado.

Seus olhos brilhantes e a sua serenidade impactaram os delinquentes que foram dominados por peculiar estupor.

Um fariseu soberbo e mendaz acercou-se-lhe com empáfia e olhando-o com aparente serenidade, inquiriu-o:

Tu dizes que Jesus te curou? Mas Ele é servo de Belzebu.

Ao que o recém-curado esclareceu com lógica irretorquível:

Se Ele me curou por Belzebu, por que vós jamais curastes alguém? Que me importa em nome de quem Ele me recuperou. O que posso afirmar é que eu tinha um demônio que me dominava e Ele me libertou. É, portanto, melhor e mais poderoso do que vós.

E saiu cantando louvores, seguindo o Mestre.

Nunca faltarão inimigos para a Verdade.

Mesquinhos e ignorantes eles sempre se opõem ao amor, mas acima deles e de suas misérias encontra-se a inefável misericórdia de Jesus a todos e a eles também socorrendo.

Nazaré não O recebeu, porque ninguém é profeta na sua terra.

Nazaré se arrependeu na sucessão dos séculos…

Amélia Rodrigues/Divaldo Franco – 24.08.2015

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Volta de Jesus e Família Humanidade

Reflexão de Boa Vontade extraída da edição 118 da REVISTA JESUS ESTÁ CHEGANDO!, de junho de 2014.

Jesus, ao afirmar que Sua mãe e Seus irmãos são aqueles que cumprem a Palavra ou a Vontade do Pai que está nos Céus, nos deu uma das mais importantes lições para a vivência fraterna entre os seres humanos, pois nos revela que fazemos parte da Grande Família Humanidade (Evangelho do Cristo, segundo Mateus, 12:46 a 50; Marcos, 3:31 a 35; Lucas, 8:19 a 21).

A exortação aos Apóstolos, de James Tissot. Reprodução BV

Alguns que, porventura, possam ver nessa atitude do Cristo de Deus um desrespeito aos Seus familiares se equivocam, já que Ele havia premiado Maria Santíssima e Seus irmãos ao nascer entre eles.

É necessário ressaltar que, naquela época, como dizia o IrmãoZarur, também chamavam irmãos aos primos-irmãos, e até mesmo aos parentes mais afastados.

Maria Orando, de Giovanni Sassoferrato. Reprodução LBV

Na verdade, a Família de Jesus foi constituída durante várias fases de Sua vida missionária. Apesar de, no relato do Evangelho, ter sido preso à cruz infamante, no Apocalipse Ele surge glorificado em vitória, como o Leão da Tribo de Judá, que simboliza toda a Humanidade (Apocalipse 5:5).

A partir daí, o Sublime Amigo forma a Família em esplendor, em salvação, no estabelecimento do Bem. Sim, com Poder e Grande Glória, mas não para se vingar. Se Ele deixou o “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35), volta para que haja Paz na Terra.

José de Paiva Netto – jornalista, radialista, escritor e filósofo.

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A bênção maternal

A bênção maternal

Envolvo-a em ternura e gratidão, mãezinha querida. Revejo-a, cansada e estoica, no anonimato da sua abnegação, vigilante no culto dos deveres assumidos com alegria, verdadeiro anjo do lar, onde tivemos a oportunidade de renascer.

A sua renúncia facultou-nos o retorno à carne auxiliando-nos no crescimento para Deus.

Você deu-nos a luz do exemplo, em contínuas demonstrações de fé e de trabalho, através das quais  forjamos o caráter e desenvolvemos os sentimentos de amor e de beleza.

Quanto mais você se apagou, a fim de que brilhassem os seus filhos, mais estelar foi a sua luminosidade, que permanece vencendo a noite do tempo como roteiro feliz para nós outros, frutos do seu devotamento.

Modelo maternal, você hauriu forças no exemplo da Mãe de Jesus, que prossegue como lição viva e inexaurível para todas as mulheres, convidando-nos à santificação pelo amor.

No momento em que os camartelos do progresso tecnológico, acionados pelo utilitarismo, destroem muitos valores, exibindo as suas conquistas e glórias de enganosos prazer, a maternidade sofre ultrajes dantes jamais imaginados.

A liberdade para a mulher e os seus justos direitos são arrojados nas valas da libertinagem e das licenças perniciosas, em nome de perniciosos ideais de felicidade.

O aborto campeia desenfreado, procurando cidadania legal, e os descalabros do sexo dão gêneses a loucura de largo porte, que demonstram a falência da ética moderna.

Nesse desconcerto, no entanto, sob as mais graves injunções, a figura de mãe assoma soberana, descortinando um futuro melhor para a Humanidade.

Muitos não lhe dão valor, enquanto a têm, vindo a lamentar depois.

Diversos lhe envinagram a as horas, para arrepender-se, mais tarde.

Vários a desprezam hoje, a fim de sofrerem remorsos acerbos posteriormente.

No corpo ou fora dele, a devoção maternal, no entanto, vela e ora, na esperança de que os seus filhos logrem ventura e paz, de que talvez ela não participe, felicitando-se, a distância, com o júbilo deles.

…Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de atingir a meta da perfeição que lhe cabe.

Por esta razão, pelo que você é, mamãe, eu lhe louvo a maternidade que me trouxe de volta ao mundo para o milagre da evolução.

Amélia Rodrigues/Divaldo Franco

11/08/2015

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Contemplando o Sol

Contemplando o Sol

“Suicidar-se é rebelar-se contra a Lei Divina, Lei de Amor. É tentativa inútil, visto que a Alma é imortal. Contemple o Sol e mude o pensamento negativo por um positivo e verás que qualquer desafio será superado.”

Norberto Nicory

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Aborto delituoso

Olhar do bebê

Nada que o justifique.

Infanticídio execrável, o aborto delituoso é covarde processo de que se utilizam os Espíritos fracos para desfazerem-se da responsabilidade, incidindo em grave delito de que não se poderão exonerar com facilidade.

Não obstante, em alguns países, na atualidade, o aborto sem causa justa – e como causa justa devemos considerar o aborto terapêutico, mediante cuja interferência médica se objetiva a salvação da vida orgânica da gestante – se encontre legalizado, produzindo inesperada estatística de alto índice, perante as leis naturais que regem a vida, continua sendo atentado criminoso contra um ser que se não pode defender, constituindo, por isso mesmo, dos mais nefandos atos de agressão à criatura humana…

Defensores insensatos do aborto delituoso costumam alegar que nos  primeiros meses nada existe, olvidando, que, em verdade, o tempo da fecundação é de somenos importância… A vida humana, em processo de crescimento, merece o mais alto respeito, desde que, com a sucessão dos dias, o feto estará transformado no homem ou na mulher, que tem direito à oportunidade da experiência carnal, por impositivo divino.

A ninguém é concedida a faculdade de interromper o fenômeno da vida, sem assumir penoso compromisso de que não se liberará sem pesado ônus…

Nenhum processo reencarnatório resulta da incidência casual de fatores que impelem os gametas à fecundação extemporânea. Se assim fora, resultaria permissível ao homem aceitar ou não a conjuntura.

Alega-se, também, que é medida salutar a legalização do aborto, em considerando que a sua prática criminosa é tão relevante, que a medida tornada aceita evita a morte de muitas mulheres temerosas que, em se negando maternidade, se entregam a mãos inescrupulosas e caracteres sórdidos, que agem sem os cuidados necessários à preservação da saúde e da vida…

Um crime, todavia, de maneira alguma justifica a sua legalização fazendo que desapareçam as razões do que o tornavam prática ilícita.

A vida é patrimônio divino que não pode ser levianamente malbaratado.

Desde que os homens se permitem a comunhão carnal é justo que se submetam ao tributo da responsabilidade do ato livremente aceito.

Toda ação que se pratica gera naturais reações que gravitam em torno do seu autor.

Examinando-se ainda a problemática do aborto legal, as leis são benignas quando a fecundação decorre da violência pelo estupro… Mesmo em tal caso, a expulsão do feto, pelo processo abortivo, de maneira nenhuma repara os danos já ocorridos…

Não raro, o Espírito que chega ao dorido regaço materno, através de circunstância tão ingrata, se transforma em floração de bênção sobre a cruz de agonias em que o coração feminil se esfacelou…

A renúncia a si mesmo pela salvação de outra vida concede incomparáveis recursos de redenção para quem se tornou vítima da insidiosa trama do destino…

Sucede, porém, que o sofredor inocente de agora está ressarcindo dívida, ascendendo pela rota da abnegação e do sacrifício aos páramos da felicidade.

Não ocorrem incidentes que estabeleçam nos quadros das Leis Divinas injustiça em relação a uns e exceção para com outros…

O aborto, portanto, mesmo quando aceito e tornado legal nos estatutos humanos fere, violentamente, as leis divinas, continuando crime para quem o pratica ou a ele se permite submeter.

Legalizado, torna-se aceito, embora continue não moral.

Retornará à tentativa de recomeço na Terra o Espírito que foi impedido de renascer.

Talvez em circunstância mais grave para a abortista se dê o reencontro com aquele de quem gostaria de se libertar.

Vinculados por compromissos de inadiável regularização, imantam-se reciprocamente, dando início, quando o amor não os felicita, a longos processos de alienações cruéis e enfermidades outras de etiologia mui complexa.

Atende, assim, a vida, sob qualquer modalidade que se te manifeste.

No que diz respeito à porta libertadora da reencarnação, eleva-te, mediante a concessão da oportunidade aos espíritos que te buscam, confiando em Deus, o Autor da Criação, mantendo a certeza de que se as aves dos céus e as flores do campo recebem carinhoso cuidado, mais valem os homens, não estando, portanto, à mercê do abandono ou da ausência, dos socorros divinos.

Nada que abone ou escuse o homem pela prática do aborto delituoso, apesar do desvario moral que avassala a Terra e desnorteia as criaturas.

Todo filho é empréstimo sagrado que deve ser valorizado e melhorado pelo cinzel do amor dos pais, para oportuna devolução ao Genitor Celeste.

Não adies a tua elevação espiritual através da criminosa ação do aborto, mesmo que as dificuldades e aflições sejam o piso por onde seguem os teus pés…

Toda ascensão impõe o encargo do sacrifício. O topo da subida, porém, responde com paz e beleza aos empecilhos que se sucedem na jornada. Chegarás à honra da paz, após a consciência liberada dos débitos e das culpas.

Matar, nunca!

Joanna de Ângelis/Divaldo Franco

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Anencefalia

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia.

De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as ocorrências, por mais diversificadas se apresentem.

O Espírito progride através das experiências que lhe facultam desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções relevantes e libertadoras.

Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.

Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.

Todos experimentam, inevitavelmente, as consequências dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas manifestações verbais e realizações exteriores.

Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência social e as imposições educacionais, criam condicionamentos que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.

Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.

Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam da convicção espiritual, que sempre define as condutas saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes do dever e da razão.

Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes…

Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, dominados pelo desespero fogem através de mecanismos derrotistas e infelizes que mais o degrada, entre os quais o nefando suicídio.

Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e praticamente o aniquila…

Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, alcançando os delicados tecidos do corpo perispiritual, que se encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o prosseguimento da jornada de evolução…

É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção da vida, portando degenerescências físicas e mentais, particularmente a anencefalia.

Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente destituídos do órgão cerebral.

Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.

Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se vincula ao sistema nervoso central…

Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.

Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético atual…

Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois que são resultado da concepção, da união do espermatozóide com o óvulo.

Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela ocorrência terrível.

Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.

Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de abortamento.

…E quando a Humanidade mata o feto, prepara-se para outros hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.

Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade…

A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.

As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.

Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em relação ao anencéfalo?

O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida…

Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.

Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, apresentando depois algum problema de idiotia, de hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas, motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também o matarias.

Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o sofrimento como se alega no caso da anencefalia.

Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um amanhã de bênçãos e de felicidade.

Joanna de Ângelis/Divaldo Franco

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Prece da Vigilância Espiritual

Deus Está Presente!

Alziro ZarurMeu Jesus, que a gloriosa falange de São Francisco de Assis, Patrono da Divina Legião da Boa Vontade, guarde o meu Espírito, não somente o meu corpo, enquanto durmo. E se vier a sofrer um ataque da treva, que eu esteja apto a revidá-lo instantaneamente. Mas peço a Tua misericordiosa proteção em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Viva Jesus!

Prece de autoria de Alziro Zarur (1914-1979) – jornalista, radialista, escritor, poeta, educador e filósofo.

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Campo vibratório

Paiva Netto“Temos de manter nosso campo vibratório no mais alto nível e superar a expectativa dos Espíritos de Deus.”

Paiva Netto

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Amélie Boudet

Amélie-Gabrielle Boudet

Hoje, 21 de janeiro, dia da Religião, o mundo relembra Amélie-Gabrielle Boudet (1795-1883), professora e esposa do pedagogo francês e Codificador do Espiritismo (Terceira Revelação), Allan Kardec (1804-1869), no século XIX, onde desempenhou importante papel ao seu lado. Além disso, Amélie foi artista plástica e poetisa. “Contos Primaveris”, de 1825, é uma de suas obras. O Momento Espiritual presta sua homenagem à Amélie.

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